As aventuras da escrita de um amador – O Processo

máquina de escrever
Há algumas semanas eu enrolava para escrever estes textos. Eu imaginei pelo menos dez ideias diferentes e um sem-número de versões de cada uma. Eu queria escrever tantos textos, mas a preguiça veio atrapalhando minha produção. Mas pensando bem, não sei se é somente ela a responsável pelo meu problema.

Mais de uma vez eu sentei em minha escrivaninha e comecei os esboços. De alguma forma eu olhava para todos e encontrava os mais variados problemas para finalizar a escrita. Seja a distração advinda da internet, seja um senso crítico voraz e sem piedade das frases ainda sem tratamento. Cheguei até a terminar um texto e empacar logo após enviar para os meus leitores críticos (namorada e dois amigos). Mas porque eu não pegava logo um texto e ia até o final?

Admito que tenho um medo enorme de finais. Chega a beirar o pânico. Pegar a ideia, ir moldando, criando argumentos, conflitos e tramas é coisa bem tranquila se comparada com o final. Acho que quando vou me aproximando dos derradeiros momentos, preciso encontrar a melhor forma de despedir de algo criado por mim, um pedaço de minha dedicação e cuidado. Sem contar as tantas vezes que estraguei materiais interessantes com finais medíocres. E mais de uma vez salvei textos de argumentos nebulosos e confusos com finais bem produzidos.

Me angustia também saber que o material já está pronto para ser compartilhado. É a hora em que a minha produção sai para o mundo e irá enfrentar toda sorte de destinos. Já tive material utilizado em cursos, publicado m revistas virtuais, distribuído em eventos e até compilado em um livro que nunca foi publicado. Muitas produções tiveram destinos bem piores que o lixo, mas sempre preciso lembrar que isso está muito além do meu controle. Mesmo sabendo disso, o incomodo ainda me impede muitas vezes de trabalhar. Às vezes, tudo vem em forma de preguiça, falta de tempo ou tempo demais. Às vezes, são ideias em excesso impedindo um pouco que seja de concentração, mas aos trancos e barrancos alguma coisa sai.

Levando em conta tudo isso, cada produção é uma vitória. É o resultado de batalhas internas tremendas e que até mesmo o processo pode gerar boas narrativas. Quando termino sinto um alivio tremendo, como se o um peso do tamanho do mundo fosse tirando de minhas costas. Mas essa sensação não dura muito e logo a mente já fica agitada e uma pergunta volta a fervilhar:
Sobre o que escrevei agora?

Em tempo: Temos cá um ótimo texto falando também sobre este processo – http://www.andretimm.com/blog/13525606

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

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As Aventuras das Tardes

Fui daquelas crianças que viveram em frente da televisão. Adorava os filmes da Sessão da Tarde e eu mesmo queria participar de todas aquelas aventuras e ao final ganhar o beijo da Mocinha que eu salvei. Eu suspirava e não ligava para os perigos.

Eu queria ser Indiana Jones e viajam o mundo combatendo os nazistas e usando meu chicote. Na minha imaginação eu usava qualquer cinto do meu Pai para ter o meu chicote. Admito que mais de uma vez tomei umas pancadas após quebrar alguma coisa ou desaparecer com o “chicote”.

Eu crescia vendo os nerds e mais fracos da escola dando a volta por cima e conseguindo vencer os valentões. Eles sempre tinham amigos legais, uma turma bacana e fiel e eu inveja a todos eles.

Eu sonhei em embarcar no DeLorean e ir para uma data qualquer, mas se pudesse escolher eu queria ir pro futuro e ter um skate voador. Se eu pudesse escolher seria isso mesmo! E eu ia adorar também nos dias de chuvas, aquelas roupas que secavam sozinhas.

Eu cresci mas a nostalgia daqueles tempos continuam. Tardes em que os filmes eram reprisados à exaustão e mesmo assim ainda me deixam cheio de vontade de ver.

Lembro que meu fiquei louco quando descobri que havia personagens do Mortal Kombat que eram baseados nos personagens do “Os Aventureiros do Bairro Proibido”

 Eu acompanhei “Karatê Kid” e vi as sovas que aquele rapaz levou. Eu mesmo não entendia as lições do Senhor Miyagi até ver seu pupilo vencer os outros sujeitos usando as técnicas que ele havia ensinado sem que o aluno entendesse.

São tantos filmes, tantos momentos que lembram aquele menino com os olhos brilhando em frente a TV. Aquele que fantasiava ser o Mocinho de cada história e que foi crescendo e perdendo um pouco da inocência. Mas cada um destes filmes, cada uma das trilhas sonoras ainda fazem este adulto ficar com o coração batendo diferente. Este adulto aqui ainda lembra das coisas boas de quando era menino, este adulto aqui cresceu, aprendeu responsabilidades, trabalha e tem um bom salário.

Mas eu preciso dizer que este adulto aqui, este mesmo que tá escrevendo, este adulto aqui ainda vive cada história como se fosse o Herói, vive cada história salvando mocinhas e derrotando bandidos, esse adulto ainda é Arqueólogo, Policial, Herói Mascarado, Viajante Espacial e Gladiador.

Escrevendo tudo isso e repensando a vida, sei que aquele menino esta feliz. Suas aventuras vão durar para sempre aqui dentro do meu coração!

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

Eu nunca fui o Rei da Balada

Quando eu era moleque a guria mais bonita era também a mais rica. Assim posto, eu nunca poderia me aproximar dela, na verdade me ensinaram que nunca deveria romper a barreira das classes. Desta forma eu vivia sempre estas paixões platônicas pelas meninas ricas e rezava sempre para meus pais ganharem na loteria e um dia eu conseguir ter alguma oportunidade. Na época a única forma de mudar de classe era virar político ou ganhar na loteria.

Analogias

Conforme fui crescendo e tendo eu trabalhar, vi que o abismo só aumentava. Mais de uma vez eu precisava ir embora, pois muitos pais não confiavam que o rapaz do bairro pobre poderia ficar estudando, mesmo sendo ele o mais inteligente e que fora ali ajudar a filha deles com a matéria.

Mas segui a vida suspirando. Aceitando minha sina e sempre renegado a nunca ter aquelas garotas de sonho. Chega uma hora que você aceita isso e segue a vida. Mais de uma vez eu mesmo replicava o que me foi ensinado quando esnobava alguma guria do bairro por ela não ser a mais “Bonita“ e não usar as roupas e adereços da moda. Felizmente isso um dia acabou e eu vivi grandes amores em meio as que eram da minha “classe”. Aquelas meninas suportaram bastante um garoto maluco e sem noção.

Eis que passo na universidade e sou jogado em um lugar em que poderia dedicar-me aos estudos e pensar em condições melhores de vida. Os meus tempos de faculdade foram os mas difíceis e os de maior aprendizado para a vida. Aprendi bem mais do que eu poderia esperar, aprendi bem mais que uma profissão. Enfim, na universidade eu estava lado a lado com princesas, com filhinhas-de-papai. Aprendi a duras penas que não adiantava ficar me lamentando e quietinho no meu canto. Aprendi que era só ter um papo bacana, conseguir quebrar o gelo e não pisar na bola que minhas chances aumentavam em muito.

Eram tempos estranhos, Meu Irmão. Eu passava fome em casa e saia para a balada bancado pelas meninas que eu ficava. Mais de uma vez fui chamado de gigolô, mas não ligava, eu estava entrando pela porta dos fundos nas mansões que sempre me foram fechadas. Eu estava no topo do mundo e ninguém podia me derrubar.

Eu não era bonito assim.

Tenho que assumir que me livrar de algumas destas relações foi difícil. Eu ficava dependente e era difícil largar e voltar para o meu feijão com arroz suado, mas logo acabei voltando à realidade e não cedendo ao deslumbre que o vil metal havia me dado.

Hoje tenho uma vida bem tranquila, já não preciso contar tanto as moedas para sair. Já posso ser eu mesmo e me envolver em relações baseadas no amor e na atração que sinto pela outra pessoa. Estou bem mais feliz e bem mais calmo que antigamente e admito que estou até um pouco mais gordo.

Sei que este texto não pode mudar o passado, sei que com ele não apago nenhum dos meus erros e falhas, mas queria sinceramente que pelo um garoto que pensava como eu leia este texto. Quero sinceramente que este texto o faça pensar que ele não precisa ser o “Rei da Balada” ou qualquer coisa parecida. Queria dizer pra este garoto que o dinheiro só vai trazer problemas diferentes para ele e que o que o mundo vende nunca é suficiente para chegar à satisfação. Quero dizer pra este cara que o carro que ele sonha em ter, as festas em que irá, o dinheiro que ele fará tudo para ter, não irão torná-lo melhor. Eu queria dizer que este garoto pode um dia ter tanto dinheiro que ao gastá-lo parecerá ridículo. Eu quero dizer para este garoto que existe muito mais coisas que o dinheiro não compra do que ele pode imaginar e que por mais que o mundo o faça engolir isso, ele ainda deve lutar. Eu quero dizer pra este garoto que se ele for a uma balada e perder uma oportunidade porque a outra pessoa esta interessada em dinheiro, ele estará se safando de uma enrascada tremenda. Eu quero dizer pra este garoto que ele pode sim ser feliz com uns tostões no bolso e que pode ter chances com a pessoa que ele quiser. E quero dizer pro garoto que ele só precisa não ser um babaca. Com esta dica o mundo já vai ser bem melhor que qualquer camarote governado por qualquer Monarca que precisa compensar o vazio de sua alma com gastos desmedidos. Eu quero dizer pro Garoto que a batalha vencida com poucos recursos mostra que ele é um bom estrategista e que dele eu me orgulho. E se alguém tiver uma máquina do tempo por ai, me faz um favor:

Volta lá um tanto e diz isso tudo para o garoto que eu fui…

Eu era bem elegante

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

O Que eu bebi por você!

Clarice Falcão meu que pulou pela janela logo dentro dos meus ouvidos. Com músicas engraçadas e sentimentais me fizeram apaixonar!

Segue a que mais diz sobre minha vida amorosa:

O que eu bebi por você dá pra encher um navio
E não teve barril que me fez esquecer
O que eu bebi por você nunca artista bebeu
Nem pirata bebeu
Nem ninguém vai beber
O que eu bebi por você quase sempre era ruim
E bem antes do fim
Eu já tava à mercê
O que eu bebi por você me fazia tão mal
Que já era normal acordar no bidê

Cada dono de boteco e catador de lata agora te sorri agradecido
Se o seu plano era contra o meu fígado
Meu bem, você foi bem sucedido
Parabéns pra você

O que acharam?

Deixa explicar o que é Amar

Não é fácil escrever sobre amor, mesmo que tantos guias e cartões digam o contrário. Por mais que vários poetas façam parecer que é a coisa mais simples do mundo, a realidade é bem diferente. Sinceramente acho que escrever melhor sobre o amor quem nunca o sentiu, afinal o amor de verdade te rouba toda a capacidade de traduzir o que se sente para o papel. Acho que só consigo escrever estas linhas por estar bem motivado, mas mesmo assim não vejo nestas linhas nada que preste.

Mas se é para falar de amor eu digo o seguinte:

O amor é para os loucos, para as pessoas que não têm medo de perder tudo.

Amar é perder suas certezas, é ir contra várias promessas que fazemos principalmente aquela de nunca se apaixonar novamente.

Amar é manter-se acordado, mesmo quando o sono está forte, para ouvi-la contando como foi seu dia.

É aprender alguns truques sexuais e até aceitar algumas estranhezas, aprendendo que entre quatro paredes vale tudo! (Ok, muitas coisas continuam sendo estranhas mesmo com o passar do tempo).

É ligar para a pessoa e saber que ouvir a voz dela vai melhorar o pior dos teus dias. E quando você ama bastante entende que é preciso ter seus momentos sozinhos para lembrar que você ainda é um sujeito, mesmo ainda querendo tanto a outra pessoa.

Quando você ama acaba mandando mais mensagens, conversando mais ao telefone e aprende que qualquer coisa pode tornar-se tudo durante uma briga.

Haverá dias em que você ficará encantado. Vai acordar mais cedo somente para admirar a pessoa dormindo. Eu chamo isso de “Vigiar seu sono”.

Amar é lutar constantemente contra o medo de te perder, Fulana. Amar é acabar tendo que em alguns momentos e assumi-lo diante de todos.

Linda, você me pediu que tirasse nosso amor da surdina e nossos beijos do escuro.

Fulana, hoje assumo que você é a mulher da minha vida, minha companheira e quem me ajuda a ser feliz. E hoje, por uma série de motivos que listei acima, posso dizer com toda a certeza e tranquilidade:

EU TE AMO!

Jardel “Bandido” Maximiliano

Pistoleiro da Madrugada

Canalha sentimental de coração vadio

Música para melhorar a segunda

Segue abaixo meus caros uma singela música para colocar um sorriso em seu dia e um pouco de calor em seu coração

SOULSTRIPPER . O Conto do Nerd e Seu Coração Partido

Mas que fique claro a pergunta:
” Quem não se apaixona não sofre, mas cadê a graça?”

Jardel “Bandido” Maximiliano

Pistoleiro da Madrugada

Canalha sentimental de coração vadio

Ela gosta de Los Hermanos…

Tudo bem, eu sei que não podia esperar outra coisa, até por que nos conhecemos justamente na fila de um show dos Los Hermanos. Foi justamente nesta última turnê que fizeram e onde os ingressos esgotaram rapidamente. Mas em minha defesa eu posso dizer que eu não estava ali pelo show. Estava para ajudar um amigo.

Este sujeito havia comprado dois ingressos, um para ele e outro para a namorada, e fora corneado na mesma semana. Como bom amigo que sou, levei uma garrafa de boa cachaça e seguimos para o evento, afinal Los Hermanos é bem dor de cotovelo.

Enfim, naquela confusão toda, aquele tanto de gente, empurra-empurra na fila a guria estava ali logo à nossa frente. Eu e meu amigo tentávamos a duras penas acabar com a garrafa antes de entrar no show quando a sujeita veio e perguntou o que era aquilo. Quando soube que era cachaça sem se fazer de rogada ela já pegou e deu um longo gole. Disse que aquilo sim é que era bebida!

– Neste momento eu já me encontrava com os olhos brilhando e o coração meio descompassado por ela –

Papeamos um cadinho até entrarmos no local do show e lá dentro nos separamos. Fiquei zanzando pelo local até que o show começou. Meu amigo mais que depressa saiu em arrastando até a frente do palco e ali em meio aos fãs enlouquecidos fui ficando surdo por conta dos gritos. Não posso negar que a música era muito boa e que algumas eu até conhecia, mas têm que entender que lá na frente do palco, logo perto das grades não há meios de apreciar o show. Para o meu amigo devia ser o nirvana, pois a cada música ele cantava junto e chorava bastante. Até entendo o sujeito: ganha um par de chifres justamente quando ia levar a guria no show do grupo que marcou o namoro deles.

Acho que foi quando começou a tocar “Sentimental” que eu notei a guria da fila ali perto. Como quem não quer nada fui me aproximando e a cumprimentei. Ela me abraçou e começou a acompanhar a música. Retribuindo o abraço a puxei para bem perto e a beijei. Quanto estava rolando “Último Romance” já não havia meios de nos separar. Vi o show a partir daí sendo misturado ao cheiro dela, seus beijos saborosos, a maciez da sua pele. Foi dos melhores shows de minha vida. Não notei o tempo passando, mas quando dei por mim os “Hermanos” estavam encerrando show e tínhamos que nos despedir. Eu lá todo romântico não queria de modo algum que a noite acabasse, mas ela me disse:

-Preciso ir embora que amanhã já é outro dia e preciso acordar cedo

Peguei seu número de telefone e prometi ligar depois. Peguei meu amigo que neste momento já estava aos beijos com uma estranha e segui rumo minha casa. No caminho, por uma coincidência dos infernos, começa a tocar no rádio “Todo Carnaval têm seu fim” e a noite foi se encerrando de forma Magistral.

Fiquei pensando na guria durante todo o resto da semana e quando liguei para ela ouvi em resposta:

– Garoto, não sei o que você fez, mas fiquei querendo teu beijo de novo!

Sim, meus amigos, este é o momento em que os fogos de artifício pipocaram pelo céu, o mundo ficou melhor e todos estes clichês.

Com esta guria fui a pelo menos mais dois shows dos Barbudos, a pedidos dela deixei também minha barba crescer. Comecei a escutar umas bandas que ninguém mais conhecia. Mais de uma vez os “Hermanos” embalaram nossos momentos e foram eles que serviram de sinfonia para nossa separação, mas esta já é outra história…

Jardel “Bandido” Maximiliano

Pistoleiro da Madrugada

Canalha sentimental de coração vadio

Desculpa

Meu bem,

Antes de tudo preciso pedir desculpas. Sinto-me como um daqueles homens que por descuido acabam perdendo mulheres que, um belo dia, se cansam de não receberem a atenção que lhes é devida. Para piorar estes mesmos homens só percebem depois o quão fantásticas eram estas mulheres.

Venho aqui dizer que na verdade sou um destes homens. Fui desleixado, me perdi neste monte de coisas acumuladas em que transformei minha vida. Trabalho, planos, estudos, viagens e (ficando quase sempre em ultimo plano) Você.

Não há desculpas para o que fiz. Longe de mim insultar sua inteligência com mentiras deslavadas e estapafúrdias. Se venho aqui é justamente para dizer que sinto sua falta. Uma falta que fez com que todo o resto desmoronasse. Já se foi meu emprego, meus estudos andam de mal a pior e planos; no momento só consigo pensar em formas de te trazer de volta a mim. Até minha inspiração foi embora para um lugar ignorado, mas tenho a certeza que foi junto em suas malas, pois mesmo ela sabe que não há vida longe do teu sorriso.

Olha me diz da sua vida, me diz como você está, quero ouvir novamente o som da sua voz, mesmo notando um tom de amargura nela. Sei que sou culpado e que não notei os inúmeros sinais que minha linda me dava. Estava tão empolgado com o fato das coisas estarem nos eixos que parecia que tudo estava bem. Mas se eu tivesse tido um pouco de juízo teria notado que em seus olhos não havia mais aquela luz que me tirou da escuridão, daquela minha vida reclusa e solitária.

Garota, onde quer que você esteja, eu preciso de você. Prometo não mais te abandonar e te digo que me emprenho no momento em te trazer de volta, em receber novamente suas visitas e comentários. Claro, adoro também suas críticas, estas me fazem colocar os pés no chão e ter a certeza de que nunca posso parar de melhorar, até porque você merece o máximo de mim.

Espero que ao ler estas linhas você volte a visitar novamente este espaço. Que volte para ler as várias mensagens que mando em “garrafas virtuais” neste mar e que este volte a ser o lugar em que você possa sorrir, chorar e se emocionar. Assim meu bem, aos poucos vou reconquistando novamente o espaço que outrora tinha em seu coração, um ninho onde me sentia seguro e confortável e para onde quero voltar e nunca mais sair.

Do seu,

Jardel “Bandido” Maximiliano

Pistoleiro da Madrugada

Canalha sentimental de coração vadio

FALTA TÃO POUCO TEMPO

Eu estive esperando por este momento por um ano. Começou exatamente quando entrei naquele ônibus em São Paulo e olhava pela janela esperando que você viesse se despedir. Eu sabia que você havia feito a promessa de não aparecer naquele momento, pois não gostava da situação, mas mesmo assim este bobo esperançoso queria que você não tivesse sido tão forte.

Voltei pensando em você e lembrando os momentos que passamos juntos. De como foi bom te conhecer e da forma como o destino une duas pessoas tão diferentes e do modo como estas misturas inesperadas têm resultados fantásticos. Você me conheceu em uma das festas mais loucas da minha vida. Vejo pelas fotos que meu estado era deplorável e infelizmente não me lembro de nada da festa antes de você. Na verdade quase todas as lembranças daquele evento se foram. Ficaram somente aqueles em que você estava presente.

E sinto agora com a proximidade de minha viagem que não sei se estou pronto. Tanta coisa para preparar, presentes que quero te dar. Preciso cortar o cabelo, fazer a barba e malhar. Protelei os exercícios e agora tenho a certeza de que meu corpo não está à altura do seu merecimento.

Preciso de um colchão para a barraca, pois quero o seu conforto. Lençóis novos para que você se sinta bem. E preciso de uma barraca nova, maior, do tamanho do meu desejo. Levo algumas iguarias: o doce de leite que você gostou, o queijo que provou e a cachaça que facilitou sua entrega.

Não sei, quis tanto este momento e agora a insegurança me bate. Tenho medo de não ser quem você espera e tenho a certeza de que você estará bem alem das minhas expectativas. Mas já vou lembrando que neste mundo é preciso coragem para gostar de alguém e contigo sei que esta qualidade não me falta. A cada dia que passa sei que você fica mais perto de mim.

O mais engraçado é que este tempo até te ver parece ser dez vezes maior, como se os segundos estivessem se arrastando somente para correrem mais depressa quando você estiver em meus braços. Os mesmos que não esqueceram o quão bom é envolver sua cintura e trazer você bem apertada junto do meu corpo.

Linda, o tempo passou e tá chegando o momento em que poderei olhá-la novamente e poder provar do teu beijo que me acompanhou durante todo este ano. Estaremos juntos novamente por uma semana em Cuiabá e sei que a cidade estará mais quente por conta de nosso desejo, por isso te prepara. Fique pronta para superarmos nossos índices de felicidade juntos. E você não perde por esperar este Nego que sonhou e te desejou por tanto tempo. E fica tranquila que vou entregar todos os beijos que guardei para você durante todo este ano.

Do Seu,

Jardel “Bandido” Maximiliano
Pistoleiro da Madrugada
Canalha sentimental de coração vadio