Dá licença Nabokov

Data máxima venia ao famoso lepidopterista e responsável por dar forma e letra a uma das figuras mais marcantes do nosso imaginário erótico, hoje eu vou de Balzac e Sergio Reis.

LOLITA - FILM

Ante a tantos fibroblastos, projetos de bunda na nuca, exposição facebuqueana e fotos com bico de pato, a que se fazer um desagravo às balzaquianas, aquelas que vivem “o ápice poético da vida das mulheres”.  Afinal de contas, “Menina nova é muito bom, mas mete medo/Não tem segredo e vive falando à toa”.

Não sei quando nem como a minha admiração por mulheres mais velhas (e aqui vou usar “mais velhas” sim, pois se trata de um elogio.) começou. O fato é que sempre nas novelas, filmes e revistas, foram elas que mais me chamaram atenção. Obviamente que quando menino (e ainda hoje) tinha e tenho minhas ninfetinhas do momento. Ah, mas basta aparecer uma Ângela Vieira, Julianne Moore, Sophie Okonedo, Sonia Braga, Claudia Alencar, Camila Pitanga, Monica Bellucci, Letícia Sabatella, Cris Vianna, Patrícia Pillar, etc., etc., etc. lá se vai toda minha atenção.

Acredito que minha avó e meu pai (calma tio Freud) sejam minhas grandes influências e responsáveis por esse meu gosto. Dois grandes admiradores dos filmes das décadas de 50 e 60 me apresentaram belezas como as de Sophia Loren, Ava Gardner, Rita Hayworth, Vivien Leigh, Lauren Bacall e por aí vai.

elas

You tá de brinqueichon uite me, cara?!

Por outro lado, existem diversos clichês que cercam o universo das mulheres mais velhas: são como o vinho, é a possibilidade de uma transa de uma noite só, sem a “neura” do dia seguinte das novinhas. Já outros são mais levianos: toda solteirona depois dos 40 é uma devassa, vadia que só quer saber de sexo fácil, rodada e por aí vai. Para os que pensam assim, eu indico que leiam esse texto aqui.

Não penso que a idade seja, em si, a questão nisso tudo. Existem mulheres mais novas muito mais maduras que um bando de “coroa” por aí. Assim como, existe muita “coroa” fazendo papelão, tentando agir como se tivesse 20 anos (não vou adentrar no universo masculino nesse quesito, pois nele, perdemos feio). Mas ainda assim, acho que há algo de errado quando nossas musas têm cada vez menos idade e não passam de uma babe-face montada num corpo escultural. Basta voltar nossos olhos para as novelas, filmes, séries e revistas, uma mulher com mais de 30 anos já é considerada uma “mulher mais velha”. Tão querendo o quê? Fazer com que as mulheres sigam os padrões de um atleta, de um jogador de futebol? Passou dos 30 já é fim de carreira? Ah, perdoai-vos pai, eles não sabem o que dizem.

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Dormir de conchinha

Dormir de Conchinha

Ah, que fofura e gostosura dormir de conchinha com a pessoa amada!! Melhor ainda, é acordar com seu corpo numa espécie de lamba-funk envolvente quando tudo o que o seu cérebro quer é que o seus braços o obedeçam, as pernas se movimentem de forma coordenada e que sua coluna na acuse a sessão de tortura chinesa a que você foi vítima nas últimas sete ou oito horas.

É neste exato momento que caminhar tranquilamente até a cozinha para um copo d’água ou uma xícara de café transforma-se num dos 12 trabalhos de Hércules… ou seria de hérnia?! Mas não se preocupe, você não está só. Todo mundo tem um pouco de faquir no início do namoro. Contudo, todavia e entretanto, não vá pensando você que está aqui uma defesa por camas separadas, linhas fronteiriças militarmente demarcadas e fortemente guardadas no leito, ou um diálogo noturno que se limite a um boa noite e um beijo na testa em nome do conforto.

Dormir de conchinha é um passo importante em toda relação. Há quem diga que o dormir de conchinha, sem ter sido precedido pelo sexo, é a mais singela e honesta declaração de amor. Penso que sim, mas também pode ser que não. Talvez não haja aí muito consenso. Mas uma coisa não dá pra negar, há aí, nessa formar de dormir dos pombinhos, uma intimidade tremenda. Nunca vi ninguém se aventurando por aí numa sonífera conchinha com qualquer um. Há aqueles que têm tórridas noites juntos, mas que na hora de dormir é um pra lá e outro pra cá. Há os que demoram mais tempo a se habituarem em dividir o leito, outros menos. Uns nem cogitam a hipótese de caírem nos braços de Morfeu em leito alheio. O certo é que encontrar o denominador comum nessa equação indica que há também um progresso na relação.

E mora aí uma questão séria, mais séria pensar. Afinal de contas, quem é que nunca acordou desesperado de um pesadelo no qual estava sendo violentamente esmagado, ou mesmo sufocado, e ao acordar se deparou com uma perna ou braço do mancebo ou da cria de costela a lhe comprimir funções vitais?! Outros tantos já tiveram a sensação de estarem caindo de um precipício quando, na verdade, aquele ser de meros 1,55 m. estava, de fato, ocupando toda a diagonal de uma cama que tem o dobro de seu tamanho?!

Dormir de conchinha, porém, deveria ser algo que todos os casais fizessem questão em seus relacionamentos. Todos os dias e sempre que puderem…por 30 a 40 minutos. Isso faz bem ao coração, libera os neurotransmissores, hormônios e ajuda na intimidade do casal. Mas é tipo a sesta, tem um tempo ideal. Caso contrário, o que te espera na manhã seguinte é um lamba-zouk-african-dance sambando na sua lordose.

Manga ou Kiwi

E lá vamos nós… A “polêmica” (ou seria falta de assunto mesmo?!) da vez são os pelos das mulheres. Desde a divulgação das fotos nuas de Nanda Costa, volta e meia essa questão tem aparecido de diversas formas. Apoiadores, detratores, invejosos ou mesmo gente que não tem mais o que fazer têm se lançado a opinar, comentar ou cagar regras sobre as mulheres e seus pelos. A princípio, isso para mim não passa de algo desnecessário e inútil. Mas não é. As mulheres deveriam ser autônomas e independentes com relação aos seus pelos e tudo mais. Depilar, raspar, cortar ou aparar deveria ser uma questão de gosto pessoal e totalmente respeitada. Quem dera fosse assim.

Manga_Kiwi

Nós, homens, somos, na maioria das vezes, do jeito que bem entendemos: carecas (ok, a careca nem sempre é uma opção), cabeludos, barbudos e peludos conforme nossa escolha. Lidamos, quase sempre, apenas com alguns apelos para um corte aqui, uma aparada acolá e não muito mais do que isso. Já as mulheres, não. Lidam diariamente com uma mão, tão invisível quanto uma pata de elefante, direcionando e determinando o que devem fazer, falar e como deve ser sua aparência. Ponto para o machismo nosso de cada dia. E assim tem sido desde que o Mano Moisés desceu do morro com suas tabuletas na mão.

Há tempos muitas têm tentado romper com isso e recuperar aquilo que nunca deveriam ter perdido, o controle sobre seus corpos. Entre as tantas possibilidades de conseguirem sua autonomia de volta, está, também, a decisão sobre seus pelos. O documentário My Body, My Hair mostra isso muito bem. A opção do que fazer com seus pelos trata de recuperar uma autonomia perdida e poder decidir sobre como preferem sua aparência. Pode parecer algo sem importância para uns, ou mesmo uma coisa sem sentido para outros, mas o fato é que meninas, crianças e adolescentes, são levadas a se depilarem sem nem ao menos terem noção do porque e pra que isso. O padrão instituído do que é ser feminino determina e ponto.

Um ponto tanto quanto irônico no meio disso tudo, é que o Brasil tem ditado moda (ou seria cagado regra) no mundo inteiro sobre isso. A brazilian wax tem atacado ferozmente o bigode de portuguesas, as axilas de francesas e inglesas e tantas outras mulheres mundo afora. Justo o Brasil…país da Gabriela de Jorge Amado e Sonia Braga, de Claudia Ohana…de Moema e Paraguassu. Ou seja, de pelos (ou ausência deles) e belezas tão diversos.

Você, mulher, que quer deixar seus pelos à mostra, não tem vergonha, seja feita a vossa vontade. Por certo que aparecerão aqueles que não gostam e tenham nojinho. Como também é fato que existem aqueles que não ligam ou que, de fato, gostam. O importante é ser como você quer e deseja. Assim como você que quer devastar o matagal, assim seja, apenas faça isso por escolha própria e gosto pessoal.

Ps: Você que está ainda se perguntando o porque de Manga ou Kiwi, o Kiwi é aquela fruta peludinha por fora e às vezes chata de descascar. Fica lambuzando a mão durante o processo e acaba sempre grudando seus pelinhos em tudo que é lugar. Tem um gosto meio azedinho no começo, daqueles que até travam a nossa boca no início, mas que fica uma delícia depois que se acostuma. Tem muita gente que não gosta, outros adoram e não vivem sem. Já a manga, é aquela fruta de diversos tipos e tamanhos… tem umas mais suculentas e docinhas, outras é melhor comer quando estão “de vez”. Dizem que com uma pitada de sal vai bem. Todas são lisinhas por fora, por dentro, bom, aí depende de como vais comê-la. Tem gente que se lambuza comendo com a mão e tudo o mais mesmo. A boca, na maioria das vezes, acaba repleta de fiapos. Outros, preferem descascá-la com garfo e faca, uma certa assepsia. Faca e garfo na mão, partida em cubinhos ou pequenas fatias. O certo é que os danados dos fiapos, ainda assim, pitam no pedaço.

Um beijo da Hilda Hilst!

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Sergio Rossi

São-paulino de nascimento, tem afeto e apreço pelo Galo Mineiro e também pelo Glorioso Carioca. Na vitrola escuta de Elomar a Jimi Hendrix… Talvez o blogueiro mais analógico desta trupe.

 

Variações de um mesmo drama

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E a cena se repete. Dia sim e dia também, casais no mundo inteiro colocam um ponto final em suas relações. O dia D, o juízo final do amor, é precedido por uma série de rituais e acontecimentos. Às vezes, alguns recursos meramente protelatórios, noutras um acordo tácito de silêncio, quase sempre uma troca de acusação, algumas noites de sexo desesperado, mas o fato é que quando o reino de Hades se torna o destino das juras entre os pombinhos e o velho Caronte estaciona sua barcarola em busca do amor moribundo, ninguém escapa ou mesmo ousa deixá-lo ir sem o óbulo devido. Correr o risco de dar de cara com aquela camisa desbotada, o par de chinelos gastos, aquele resto de perfume no travesseiro?! Jamais!!

O problema, contudo, são os bens em comum do casal. E se o intuito for causar danos, vendetta ao mal sofrido, retaliações à confiança perdida, esqueça meu caro, minha cara. Desceremos alguns anéis no inferno de Dante.

– O que você vai fazer com a discografia do Motörhead?!

– Não te interessa!! Metade desses CD’s são meus!

– Ok, então agora você resolveu cozinhar?! Comprei todos os livros do Jamie Oliver pra ver se você se tocava e colocava um pouco de romantismo nessa relação e nada…sei bem das suas intenções e suas vadias…

– Não!!! O meu xadrez do Star Wars, não!! Para, deixa isso aí!! Não… (Pronto, era uma vez a frota estelar…o lado negro da força se apossou dos corações raivosos)

E assim descontamos nossas frustrações, raiva, inveja e desprezo nos bens amealhados ao longo dos anos juntos.

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Há, porém, aqueles casais que procuram enfrentar a situação com uma pretensa frieza inglesa. Enviam um ao outro tudo devidamente etiquetado e empacotado. Acompanhado, é óbvio, de um singelo bilhete: Espero que esteja tudo aí. Caso contrário, peço alguém para deixar com você o que estiver faltando.

Existem também aqueles que deixam tudo pra lá. Simplesmente viram as costas e seguem cada um o seu caminho. A camiseta de mangas cortadas, o cd do Elton John…ficam ali, guardados como cicatrizes de fina casca. Mais dia, menos dia, o velho Caronte vem buscar seu óbulo. E aí, é melhor se afastar de telefones, e-mails e facebooks. Na melhor das hipóteses (ou na pior, nunca se sabe) quem encontra os rastros de quem por ali já passou é o novo amor, mas isso é tema pra outra oportunidade.

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O importante mesmo, independente do modo pelo qual se proceda, talvez seja não fazer aquilo ou agir de modo que não venha a sentir vergonha de si mesmo posteriormente e nem tão pouco despertar o desprezo alheio. Saiba como e quando sair de cena. Lamba suas feridas e siga adiante. Afinal de contas, como já diria um escritor cubano, sem muito drama que a vida é mesmo uma grande comédia.

Faça-a rir

foto_faca_rirA sugestão acima não é mera formalidade ou apenas mais uma regra do passo-a-passo para se dar bem no plano amoroso.

Antes de tudo, antes mesmo de sair por aí tentando arrancar um sorriso daquela cria de costela que lhe apetece, é preciso saber rir de si mesmo. Guarde bem essa informação. Quem não sabe rir de si mesmo dificilmente saberá fazer outra pessoa sorrir.

Ainda assim, é preciso atenção e cuidado nesse departamento. Em tempos de Stand-up mania, não vá confundir bom-humor, gracejos e sorrisos com o riso vindo da ridicularização alheia. Não vá dar uma de comediante sabichão que arranca risos na marra, mesmo que constrangidos. Fracasso total.

Sutileza, meu amigo!

Em muitos casos, para rir com você é preciso que ela ria de você. E aqui voltamos ao primeiro ponto que destacamos. Só permite isso quem sabe rir de si mesmo. Isso talvez seja uma capacidade que muitos de nós não desenvolvemos ou não nos permitimos.

Quando em bando, muitas vezes pensamos estar fazendo graça com aquele causo ao volante sobre a inabilidade na hora da baliza, ou mesmo da alternância de estados da água na transição entre o tanque e o fogão.

Não, meu caro! Isso são apenas manifestações alfa do nosso machismo de cada dia.

É preciso ser brega! O amor é brega, seja brega. Cante um Wando, quem sabe um Reginaldo ou mesmo o Rei Roberto. Mostre aquele passinho de dança especial, se admita machista e mostre o quanto isso é ridículo. Atreva-se a ser você mesmo em qualquer lugar e circunstância. Já advertia Pedro Juan Gutiérrez.

E lembre-se, um sorriso é a forma mais singela do elogio. Não arranque-o, conquiste-o.

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serjocs

Sergio Rossi

São-paulino de nascimento, tem afeto e apreço pelo Galo Mineiro e também pelo Glorioso Carioca. Na vitrola escuta Elomar e Jimi Hendrix… Talvez o blogueiro mais analógico desta trupe.

Senhores me desculpem, mas eu sou analógico.

Tenho um conceito para “cuidado de beleza masculino” que em muito se aproxima daquilo que se pode chamar de higiene pessoal. Ou seja, para mim, os cuidados de estética ou beleza do mundo masculino se resumem a unhas cortadas, pentelhos aparados, orelhas limpas, desodorante em dia e um perfume que lhe possibilite habitar junto a outras pessoas um elevador, por exemplo.

Assistindo ao Globo Repórter de Gente Nova e Reunida que passa em nossa telinha às terças-feiras eis que me deparo com um batalhão de homens pós-contemporâneos, de relações públicas a jogadores de futebol, todos eles besuntados e esparramados em enzimas, toxinas botulínicas, injeções, massagens, depilações e bisturis. Cremes, um avanço cosmético-tecnológico no meu mundo, já são itens de necessidade básica. Compõem a cesta básica de necessidades do homem pós-contemporâneo segundo os entrevistados. Sair de casa sem eles é como ir tomar banho sem sabonete.

Olhando assim, de lampejo, podes me confundir com um desses imbuídos em suas flatulências preconceituosas, um pretenso brucutu, macho jurubeba do sertão mineiro, mas não. Apenas me espanta a captura, praticamente universal, dos gêneros por esse mundo cosméto-mercadológico em que vivemos. Sujeitos analógicos, tal como este que vos escreve, que praticamente transita numa escala monocromática do vestuário, têm encontrado grandes desafios nesse mundo panqueique.

Dia desses fui comprar um artigo de conhecimento geral. 4 bolsos, aproximadamente 2 metros de pano, botão e um zíper. Popularmente conhecida como calça jeans. O rapaz que me atendia, luzes, digo, cabelos ao vento, tatuagem colorida, sobrancelha bem feita, me trouxe coisas que eu nem sabia por onde ou de que lado se devia vestir. Cansado de tentar, pedi algo “tradicional” mesmo:

– olha, pode ser tipo essa que eu estou vestindo mesmo. Você tem?

– Então, desse tipo assim, como essa sua, acho que eu não vou ter.

(mas como não?! Não tem calça jeans?!)

– o que eu vou ter é o que veio dessa nova coleção.

– e nessa coleção não tem nada parecido com essa aqui?

– não, são mais esses modelos mesmo … o que o pessoal tem usado mais

(um leve tom de reprovação ao meu vestuário monocromático)

– ah, então tá bom. Obrigado. Tchau.

Ai que saudade ingrata…

O meretrício anda em baixa. Não ostenta mais a envergadura de ter a baixeza como adjetivo. E talvez, o que não se tenha notado é que não se trata apenas de seus frequentadores, mas elas (sim, as terapeutas por excelência) se renderam aos apelos da “pós-contemporaneidade” (roubo a expressão de um amigo).

Outrora consultório das almas, reduto dos corações alfa a ômega, se transformaram no pesque-pague do amor.

Em tempos de MMA, finalizaram o Bordel! Mata-leão na luz vermelha! Chave de braço no sanfoneiro da zona, em Minas, o músico mais respeitado nas cidades! Aquele que toca até dormindo.

O gosto pela zona tem sua origem no ambiente de luxuria, altamente despudorado, sem as etiquetas e hipocrisias necessárias ao convívio social, mas que conserva um ordenamento de regras e costumes espartano. Não há quem se atreva ao desrespeito.

Mas não, as casas de tolerância se verteram ao modo de produção capitalista. Produção em série e ininterrupta! Exploração da força produtiva pelo capital.

Camarada Marx socorra rápido essa classe! Hoje tão explorada e oprimida! Revolução já! As palavras de carinho já são consideradas subversivas. Coisas de anarquistas que só pagam bebidas para ouvir as mais loucas e doces estórias.

Absurdo! É preciso pagar a diária! De volta ao posto de trabalho [modo miojo on] 3 minutos e que venha o próximo!

Sinal dos tempos!!

Bom mesmo era ver a cabrocha toda sorridente andar pelo salão, te levar até aquele local mais reservado perto do bar, jurar no seu ouvido que te ama, que só é feliz com você …

Ah as mentiras sinceras…

 

Sergio Rossi