O amor pode ser uma tragédia [e o que eu vou fazer com isso?]

O que poderia ser uma história de aventura e amor, como os clássicos da Disney, se transforma em uma tragédia. A fase heroica diretamente seguida do merecido descanso, de uma vida feliz e pacífica. Ainda bem que os gregos conheciam mais sobre o humano do que isso, mas, infelizmente, a maior parte de nós ainda não consegue perceber.

Medéia1Conversando com @s camaradas Canalhas Sentimentais, comecei o dia de hoje me lembrando de Medéia. Grega… de destino trágico, mata os próprios filhos em vingança ao marido infiel. Imortalizada como infanticida, acusa a si mesma para livrar todos os pecados de Jasão, que sai, até hoje, como o herói injustiçado. Uma espécie de Judas feminino, o bode-expiatório dos pecados dos homens.

Feiticeira, filha do rei da Cólquida, Medéia conheceu Jasão quando ele chegou ao reino de seu pai para solicitar o Novelo de Ouro. Influenciada pelos poderes de Afrodite, se apaixona pelo herói e decide ajudá-lo em sua empreitada.

O rei não permitiria que Jasão levasse consigo o Novelo de Ouro, mas mente dizendo que Jasão poderia levá-lo caso cumprisse uma série de trabalhos, dentre eles emparelhar touros cuspidores de fogo e lutar contra guerreiros mágicos. Medéia oferece sua ajuda pedindo em troca o amor de Jasão que, com a ajuda da feiticeira, consegue realizar os feitos e, depois, com a ajuda de Medéia consegue escapar com a lã e fugir da cidade com a princesa.

Vão a Corinto e lá se casam tendo vários filhos. E aí começa a tragédia.  Creonte, rei de Corinto, oferece a Jasão a mão de sua filha Glauce em casamento. Ambicioso, Jasão abandona Medéia e prepara-se para casar com a jovem princesa. Medéia vinga-se de marido envenenando a futura esposa de Jasão e matando os próprios filhos, depois fugindo da cidade e não sendo punida pelos seus atos.

E muita gente se pergunta, o que uma tragédia como essa tem a ver comigo? É uma analogia, estúpido!

Quantos relacionamentos terminam e a busca por um culpado se transforma na tarefa essencial? Quem foi o responsável pelo fim dos contos de fada, pela destruição de toda a esperança de que dias melhores, satisfatórios e eternos viriam? O amor morre e seu corpo estirado no chão pouca importância faz, devemos linchar o seu assassino, colocar a culpa em alguém.

A analogia é uma atividade importantíssima quando o assunto é a psique humana, A percepção de que o nosso sofrimento [ou mesmo felicidade] nada tem de inédito e que é tudo humano, demasiado humano.

Nos relacionamentos amorosos, assim como em todos os relacionamentos, alguém denuncia, antes de todos os outros, algo de errado na ordem das coisas. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco, na mão de quem, com menor poder, tem de se a ver com o fundo do poço sem quaisquer subterfúgios. É assim que acontece com as crianças que inundam os consultórios de psicologia, somatizando os pecados dos pais… o adoecimento dos idosos, o aumento do contingente de moradores de rua… sobras da meritocracia.

Medéia, nada mais é que a denúncia do uso e do descarte… Feiticeira, oriunda de uma região considerada bárbara que, depois de fugir com seu amado, perde os poderes sobre o seu antigo reino e não tem o mesmo prestígio que teve ao ajudá-lo em sua empreitada passada. Mas pensamos conosco, depois de tudo feito, Medéia é a única culpada. Louca, cruel e assassina. Afinal, que direito ela tem de arranhar o meu carro, só por que eu a traí no dia do seu aniversário com uma das amigas dela?

Revisemos nossos julgamentos e assumamos a parte que nos cabe nesse malfadado latifúndio.

—————————————————————————————————————————-

eumanual

Marcelo Marchiori: Psicólogo clínico e social, atuou como coordenador de projetos em políticas públicas e hoje faz atendimentos clínicos e sociais. Mineirin do interior, comunista e outras coisas obscenas… é tão barroco, mas tão barroco que a melhor frase para descrevê-lo é: “A incrível história de um homem e seu coração contraditório.”

Anúncios

A carne é fraca

labirinto

O céu amanheceu em cores clandestinas ou foi ele quem dormiu em lençóis proibidos e, por isso mesmo, tinha a visão tão influenciada e tão subversiva?
Com um charuto barato entre os dedos. Sentado na escadaria da Igreja, não sentia nenhuma vontade de voltar para a casa. Precisava de mais tempo para digerir todas aquelas luzes e, assim como um prisma, divorciar todas aquelas cores da noite anterior, refletidas naquela manhã.
Enquanto isso, o resto da garrafa de vinho repousava no chão, próximo ao seu pé, já que não houve nenhuma necessidade de que se embriagassem. Inebriados que já estavam um com o outro.

Tomou um longo gole da garrafa. Baforou o charuto.
_ Meu Deus, ela é mulher de um amigo.

Oscilando entre a culpa e um largo sorriso que queria tomar suas faces. A fumaça do charuto tinha outro perfume e tinha medo de se demorar em uma piscada de olhos, a culpa vencia no reino das imagens. Talvez, fosse apenas isso, o sentimento do corpo dela se deu com outros sentidos.

Mais um gole de vinho, mais uma baforada.

Teve que sair enquanto ela dormia. Mas, mesmo assim, não foi simples. Uma mulher tão linda, não é abandonada tão facilmente. Ainda mais com o calor do quarto e a certeza do frio que fazia lá fora.

Bateu as cinzas.

Três meses. Lembrava-se perfeitamente do amigo dizendo; “acho que estou apaixonado por ela”. E como poderia não estar? Perfeito exemplar feminino. Inteligente, interessante. Morena de olhos escuros, negros. Corpo pequeno e delicado, sempre com um perfume suave que lembrava maracujá, tranquilizante tal qual a fruta. Inversamente proporcional à sua personalidade. De raciocínio aguçado, humor tempestuoso [ou aparentemente tempestuoso, já que o utilizava para conquistar tudo aquilo que queria… lágrimas para comover, sorrisos para encantar, gritos para intimidar. Quase que milimetricamente planejado, encenado. Será?]

Tomou o resto do vinho do porto. Continuou parado, olhando para o rótulo.

O fim da semana seria dos dois, mas nada havia sido planejado. Encontraram-se no supermercado, a viagem que seria feita pelo casal de namorados, foi feita somente pelo amigo e ela ficou sozinha na cidade. Ele não resistiu a boa companhia para um filme, decidiu pelo vinho do porto ao invés da vodka, amiga das horas de trabalho na frente do computador. Se não fosse pelo encontro, passaria a noite trabalhando, mas sim, a sessão de cinema lhe pareceu bem mais interessante.
Vinte e cinco minutos de filme, isso é pouco mais que as prévias dos lançamentos no inicio do dvd e os olhares já haviam se trocado algumas vezes. Este é o problema [ou solução] do cinema, com o silêncio durante a exibição, as bocas encontram, muitas vezes, outras utilidades que não o uso da fala.
Talvez, se tivesse prestado um pouco mais de atenção no filme, teria pensado melhor. Um tal de “O Búfalo da Noite”, que lhe indicaram como um filme muito bom.

Deu a última baforada e jogou pra longe a ponta do charuto. Na mesma hora em que vinha um bêbado cantando. Quanta maldade, parecia que o mundo estava contra ele e, constantemente, jogava em sua cara o “crime” que havia cometido. O bêbado cantava um pouco do seu momento, cantava Waldick Soriano. “Como os bregas sabem enfiar o dedo na ferida”, pensou ele.
Já estava feito e ele não podia voltar atrás. Teria sido mais seguro não ter sentado na igreja em frente a casa dela, mas ele nem pensou nisso. Quando percebeu ela já estava encostada na porta da casa, enrolada na colcha e olhando pra ele. Tão linda. Ele desceu a escada e foi andando em direção a ela. Antes que dissesse qualquer coisa a mulher aproximou o rosto de seu ouvido e disse; “Amo o cheiro de cigarro na sua barba” e mordeu seu pescoço de leve. Não existia mais crise, a consciência lhe deu um tempo.

———————————————————————————————————————————–

eumanual

Marcelo Marchiori

Psicólogo clínico e social, atuou como coordenador de projetos em políticas públicas e hoje faz atendimentos clínicos e sociais.

Mineirin do interior, comunista e outras coisas obscenas… é tão barroco, mas tão barroco que a melhor frase para descrevê-lo é: “A incrível história de um homem e seu coração contraditório.”

O corpo

“Tira o teu corpo do meu caminho, que ele desvia os meus rumos…
Tira o teu corpo do meu pensamento, que eu não consigo mais dormir…
Tira o teu corpo de perto do meu corpo, que ele me causa febre e tudo parece frio, longe de você…
Tira o teu corpo da minha vida…
Mas não precisa ter pressa…”

Marcelo Marchiori

Guerra

Olhou-se no espelho. Teve aquela estranha impressão, o frio que desce ou sobe pela espinha e arrepia todo o corpo. Junto com isso, quase que instantaneamente, percebeu que havia entrado num caminho sem volta. Dalí pra frente, ou iria até a vitória, ou retornaria com a cara quebrada, o rabo entre as pernas e aquele amargo gosto de derrota. Metera-se com gente que estava quieta, adormecida em seus milhões e milhões de anos… que deixava sua existência intacta, longe de grandes problemas, mas também de grandes aventuras.

Não podia demorar muito em suas análises. Tinha que voltar rápido para o salão. Jogou um pouco de água no rosto. Olhou no fundo de seus olhos [como se seu oponente se escondesse lá dentro, no mais intimo de sua alma] e disse a plenos pulmões: ‘mande o seu melhor!’

Não olhava mais para fora, olhava para dentro… Agora, realmente, era capaz de enxergar.

 

Marcelo Marchiori

Gostaria de agradecer às mulheres da minha vida

Aquele sujeito franzinho, de cabelos de cor acaju, subia naquele momento ao palco.  Era homem feito, já havia construído muito nesta vida e agora ia receber algo merecido. Estava lá diante dos microfones encarando a plateia e as câmeras. Estas levavam sua imagem para todos os cantos do mundo. Ele piscava um pouco devido aos holofotes. Com sua voz fina, meio incerta, começou assim seu discurso:

“Gostaria de agradecer à minha mãe. Esta mulher que com a ajuda do meu pai, em uma noite de amor louco, me concebeu. Ela em carregou em seu ventre e sofreu horrores durante o parto. Foi dela o primeiro seio que tocou meus lábios. Tantos outros vieram depois destes que é impossível contar.

Agradeço àquela garotinha do parquinho perto de casa. Peço sinceras desculpas por ter batido nela, mas é que eu não soube o que fazer com a primeira menina de que gostei Sim, ela revidou à altura, mas mesmo assim me sinto mal por aquilo. Juro que nunca mais levantei a mão para nenhuma outra mulher a não ser que esta pedisse e mesmo assim somente na intimidade de nossos lençóis.

Minhas professoras também merecem meus agradecimentos. Foram elas que receberam minhas primeiras rosas, minhas primeiras cartas de amor e quebraram meu coração sempre que apresentavam seus noivos. Elas me propiciaram minhas primeiras frustrações amorosas.

E houve também a garota com quem dei meu primeiro beijo. Tudo por conta de uma brincadeira entre adolescentes. Uma garrafa foi girada e o acaso escolheu aquela garota que seria inesquecível para mim. Mesmo hoje meu coração se agita no peito relembrando do momento.

Fui apresentado aos prazeres da carne por uma amiga da família. Mulher madura, levemente alcoolizada. Em uma festa no sitio me carregou para um local escondido e me mostrou um mundo de maravilhas feito de carne e desejo. Pediu-me segredo e fez outras visitas ao meu corpo. Sumiu ao vento levando minhas ilusões de garoto.

Não vou falar muito da minha primeira esposa, mas ela não precisava ter levado todo meu dinheiro quando me deixou. A única coisa boa que sobrou foram nossas filhas. Minhas lindas meninas que me encantavam. Faziam-me tão feliz até crescerem  e tivessem o dom de me deixar noites e noites preocupado. Elas que tinham o dom único de se envolverem com sujeitos que me desagradavam. Entrei na igreja com elas e entreguei-as nas mãos de pessoas que as levaram para longe. Levaram minhas meninas.

Mas nasceram minhas netas! Estas me encantavam. Devolveram todas minhas energias. Vinham sempre me visitar, me davam atenção e mais de uma vez tive que ninar e tomar conta de suas bonecas. Cresceram puxando a beleza das mulheres da família e o gênio do Avô. Como eu poderia ser mais feliz?

E por ultimo agradeço à minha atual companheira. Ela que surgiu para fazer este corpo cansado funcionar como o de um adolescente. Ela que é paciente com minhas maluquices e teimosias. Ela que me fez redescobrir o amor….

Hoje diante de todas estas mulheres posso agradecer por estar aqui. Estas mulheres que trançaram suas vidas com a minha e ajudaram a me tornar o homem que sou hoje.  Sou homenageado pela vida que elas me deram.  Muito obrigado!”

Ele foi aplaudido de pé. Tantas pessoas acompanhavam as lágrimas que ele derramava e gastavam também sua cota com o momento. Lembravam também as mulheres de suas vidas.

Ele foi para casa e dormiu no colo de sua companheira.

Ela chorava baixinho. Estava bastante orgulhosa daquele sujeito em sues braços. Aquele homem que encantava a tantas pessoas, que já havia sido de tantas mulheres, mas que agora era só dela. Naquele momento, pequeno momento de afeto entre eles, ele pertencia a ela. Fez uma oração e agradeceu por ele. E logo adormeceu também abraçada a ele.

Jardel Maximiliano

 

Mulheres

Todos os anos, nessas datas especiais como dia das crianças, dia das mulheres, dia dos pais ou mães… eu fico meio confuso sobre o que fazer, sobre o que dizer. Por um lado sou impelido a contrariar totalmente a maioria, dizer que tudo isso não passa de uma festinha burguesa e que tem muita luta, muita briga ainda para comemorarmos alguma coisa. Por outro, sei que muita coisa já aconteceu e, no caso das mulheres, uma mensagem de elogio, de admiração, não teria nada de falso.
São realmente fantásticas e todos os dias vão à luta. E por que eu, um homem, nascido no berço de uma cultura machista, com todos os privilégios de ser homem, não iria fazer uma autocrítica e, pelo menos hoje [digo pelo menos hoje, por que realmente queria fazer bem mais, mas calma mulheres… é difícil para nós também], parar e pensar no quão forte e capaz uma mulher é?
Aí, pensando um pouco… viajando nos possíveis desejos que tenho para todas as mulheres do mundo, vejo que não quero grandes diferenças no que as mulheres são… no jeito que as mulheres têm de cuidar, de agir, de falar, de amar…. não, não. Não desejo coisas novas para as mulheres, desejo é que o mundo se deixe, se transforme em mais feminino, inclusive nós homens, inclusive vocês mulheres.

Marcelo Marchiori

Desejo

…e naquele momento ele chegou mais perto. Roçou de leve os lábios no pescoço dela e sentiu seu corpo estremecer. As mãos correndo pela cintura, tomando-na em um abraço firme. Corpo colado com corpo, pressionada contra a parede, respiração ofegante… e estavam apenas começando, apenas se conhecendo.
Ela recua um pouco. Coisa de mulher. Finge que estão indo “rápido demais”. Ele faz o seu papel e ignora qualquer simulação. Antes dela levantar os braços para empurrá-lo, é segurada, colocada mais ainda contra a parede. Braços presos pra baixo, daí ele aproxima a boca e ela já mal resiste, aliás, não resiste em nada… procura por ele.
Cada um “se faz de difícil” ao seu modo, o rapaz vira o rosto, mas sabe que pode ser mais interessante e lhe beija o pescoço, novamente. Talvez a tentativa de fuga dela, nem fosse mentira, mas agora pouco importa. Mal ele largou suas mãos e a deixou solta e ela já usa a mão para embolar a camisa dele e puxar, não deixar que ele fuja, mesmo que não haja nenhuma intenção disso.
Algoz e vitima… fica difícil saber quem é quem quando os corpos mal se separam e dois são quase um.
Esqueci de dizer, que a porta do apartamento continua fechada e ainda estão do lado de fora. Ele só havia sido um cavalheiro de levá-la em casa. O que aconteceu antes, não importa, todos e, principalmente, os dois, querem é saber o que vem depois.
Ela resistia abrir a porta que, uma vez atravessada, não haveria mais retorno… se é que ainda existe algum. Lembremos, que a boca dele continua em seu pescoço e ela gosta muito. Em pouco tempo, os sons dela, ficariam mais altos e alguém poderia sair pra saber o que acontece. Junto a isso, ele utilizou suas mãos, dedos e polegares opositores, marcas da evolução humana. Segurando a cintura dela, pressionando, esfregando os dedos calmamente… calmos, porém firmes. O corpo dela se entregava ainda mais, pressionava ainda mais contra ele, como se fosse possível estarem mais pertos.
Não tinha mais jeito, tinham que entrar… ela havia gemido mais alto que o permitido e alguém tenta abrir a porta pra saber o que acontece. Entre risos, correram para a porta e, num passe de mágica, abriram-na, entrando no apartamento, aos tropeços.

Pausa para respirarem…

Ela tenta dizer algo, mas ele já volta a beijá-la. Os dois caem sobre o sofa… ele continua a beija-la… descendo por seu corpo. A barriga dela… ponto fraco, ou melhor, ponto forte de seu desejo. A lingua dele contorna suas curvas, a mão segura a calça e a roupa intima… a partir daí, é a intimidade deles e a imaginação do leitor.

Marcelo Marchiori

Momento Bukowski

Aviso aos navegantes.

O canalha primordial, mestre Bukowski.

O ano de 2012 começa hoje e o Manual Prático do Canalha Sentimental gostaria de deixar claro os seguintes conselhos aos seus usuários(as):

1 – Como todo bom canalha sentimental sofreu muito até fazer-se um ser humano inteiro, é via de regra perder a paciência para coisas que vão até a metade…Em outras palavras: frescura, quando ultrapassa o limite do charme, enche o saco. Poucas são as costelas de Adão que podem se dar ao luxo do não-me-toques, com a propriedade de uma Helena de Tróia ou uma Guinevere arturiana.

2 – Como presentes e outros agrados, todo canalha adora livros. Mas, caso a pessoa queira dar um presente também condizente com o seu estado permanente de alma, canecas de 1 litro, barris de chopp, vinhos secos de boa procedência e até chapéus vikings são bem-vindos. As Invasões Bárbaras já começaram e todo canalha que se preze não deseja ver isso da arquibancada. Evitamos lugares seguros.

3 – Também é sábio alertar, logo de início, que todos aqueles (as) que ousam entrar na vida de  um canalha sentimental assim o fazem por sua conta e risco. Não devolveremos o dinheiro em hipótese alguma e, em caso de reclamações ou dúvidas, faça boa leitura ou comente neste singelo Manual.

Uma boa viagem.

[Marcelo Marchiori e Laila Franco]

Autoria da Imagem utilizada neste post MCOdy

o outro dia…

O cheiro dele, a sensação [e a vermelhidão] causada pela barba mal feita, uma leve dor nos joelhos e costas… um bilhete na mesa, uma marca de mordida abaixo do umbigo. O quarto todo revirado… com as roupas de cama espalhadas pelo chão. O rosto com um resto de maquiagem e mais algumas sensações que, nem ela, nem eu, saberiamos explicar, fizeram ela pensar: Que dia maravilhoso será hoje!

Marcelo Marchiori