As aventuras da escrita de um amador – O Processo

máquina de escrever
Há algumas semanas eu enrolava para escrever estes textos. Eu imaginei pelo menos dez ideias diferentes e um sem-número de versões de cada uma. Eu queria escrever tantos textos, mas a preguiça veio atrapalhando minha produção. Mas pensando bem, não sei se é somente ela a responsável pelo meu problema.

Mais de uma vez eu sentei em minha escrivaninha e comecei os esboços. De alguma forma eu olhava para todos e encontrava os mais variados problemas para finalizar a escrita. Seja a distração advinda da internet, seja um senso crítico voraz e sem piedade das frases ainda sem tratamento. Cheguei até a terminar um texto e empacar logo após enviar para os meus leitores críticos (namorada e dois amigos). Mas porque eu não pegava logo um texto e ia até o final?

Admito que tenho um medo enorme de finais. Chega a beirar o pânico. Pegar a ideia, ir moldando, criando argumentos, conflitos e tramas é coisa bem tranquila se comparada com o final. Acho que quando vou me aproximando dos derradeiros momentos, preciso encontrar a melhor forma de despedir de algo criado por mim, um pedaço de minha dedicação e cuidado. Sem contar as tantas vezes que estraguei materiais interessantes com finais medíocres. E mais de uma vez salvei textos de argumentos nebulosos e confusos com finais bem produzidos.

Me angustia também saber que o material já está pronto para ser compartilhado. É a hora em que a minha produção sai para o mundo e irá enfrentar toda sorte de destinos. Já tive material utilizado em cursos, publicado m revistas virtuais, distribuído em eventos e até compilado em um livro que nunca foi publicado. Muitas produções tiveram destinos bem piores que o lixo, mas sempre preciso lembrar que isso está muito além do meu controle. Mesmo sabendo disso, o incomodo ainda me impede muitas vezes de trabalhar. Às vezes, tudo vem em forma de preguiça, falta de tempo ou tempo demais. Às vezes, são ideias em excesso impedindo um pouco que seja de concentração, mas aos trancos e barrancos alguma coisa sai.

Levando em conta tudo isso, cada produção é uma vitória. É o resultado de batalhas internas tremendas e que até mesmo o processo pode gerar boas narrativas. Quando termino sinto um alivio tremendo, como se o um peso do tamanho do mundo fosse tirando de minhas costas. Mas essa sensação não dura muito e logo a mente já fica agitada e uma pergunta volta a fervilhar:
Sobre o que escrevei agora?

Em tempo: Temos cá um ótimo texto falando também sobre este processo – http://www.andretimm.com/blog/13525606

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

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Só um dia ruim?

É como uma grande montanha de entulho e alguém joga uma pedrinha lá em cima e tudo desmorona. Meu dia foi parecido com isso, mas para ficar igual seria preciso trocar o entulho por um monte de merda. Agora imagine tudo caindo em cima de mim.

Vou mudar a linha do tempo e começar aqui do final. Ver se começando do fim, eu consigo voltar àqueles momentos que antecederam o inicio de todas as confusões.

 

Ao chegar a casa eu precisava de uns goles. Nada muito pesado, mas só umas doses para entorpecer um pouco o corpo. Só um pouco de alivio no meio da bagunça toda. Fui ao boteco vizinho de casa e lá sou informado que por problemas com  a entrega, eles estavam sem cerveja. Perguntou se eu queria mais alguma coisa e tive que me segurar para não pedir veneno. Comprei só um refrigerante e me tranquei em casa. Ela fedia demais, pois ao tentar abrir a ultima garrafa de vinho da dispensa, acabei derrubando tudo e perdendo o precioso liquido. Tentei limpar a sujeira, mas acabou que os produtos de limpeza que usei só fizeram piorar o cheiro. Chegou ao ponto de precisar usar um pano amarrado no rosto para conseguir transitar.

Abri a geladeira e tirei de lá uma garrafa de Steinhaeger. Meu objetivo era misturá-lo na cerveja, mas na falta dela, ia ser com refrigerante mesmo. Refrigerante de Guaraná com Steinhaeger. Espero que seja efetivo.

 

A gota final para decidir o porre foi justamente a ligação da mulher que amo. Eu sei que estamos aos trancos e barrancos, mas ela é quem me encanta. Acontece que depois de uns vacilos meus a nossa relação anda balançada e nesta última ligação ela terminou tudo. Depois de tanto tempo, ela decidiu por um fim na confusão que se virou nossas vidas. Não a culpo, acho que não conseguiria isso de modo algum. Sou destas pessoas de difícil convivência e que nunca aceita estar errado. Eu sou assim e não mudo, qualquer pessoa esperta corre para bem longe quando descobre isso.

Foi tenso ela ter ligado quando eu estava saindo do trabalho. Sai mais cedo fugindo dos gritos do meu chefe. Problemas em uma planilha que já deveria ter sido enviada e centenas de pessoas teriam seus salários atrasados por conta deste descuido. Eu já estava meio balançado durante o dia, mas naquela hora em que tentei terminar a planilha, eu só queira terminar aquilo para ir embora. Não sei o que arrumei no teclado, mas no mesmo momento em que mandei salvar o trabalho, digitei um comendo errado e todos os dados foram embora. Tudo perdido. Uma semana inteira tentando finalizar aquilo e eu estraguei tudo. Uma semana tentando provar que eu merecia aquela vaga e perdi minha melhor chance.

 

Tenho certeza que estaria bem mais centrado no trabalho se por acaso minha obturação não houvesse caído durante o almoço. Eu adiava há meses ir ao dentista e o preço foi cobrado. Tava eu lá bem feliz mastigando minha carne moída e do nada soltou a obturação. Muita dor e um almoço mastigável abandonado.

 

Eu sei que você deve estar pensando que é sofrimento demais e que minhas doses são merecidas. Eu poderia contar o que em aconteceu pela manhã, mas eu preciso poupá-los de mais desgraça. Eu preciso me poupar de lembrar mais coisas. Só assim para dormir hoje. Isso e mais algumas doses. Deixem-me aqui afundando neste mundo de entorpecência que o álcool proporciona. Deixem-me catando as migalhas que me sobram de vida para dormir hoje. E façam um favor a um podre bebum: DEIXEM-me curtir a ressaca sozinho amanhã. Só isso que eu quero. Deixem-me ficar com um sofrimento que eu escolhi e não um que é resultado das minhas escolhas. Deixe cá essa velha carcaça queimar no álcool. Deixem esse cara dormir até amanhã.

Pode ser?

 

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

 

HODIE

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Eu fico aqui sentado neste lugar e pensando em tudo que aconteceu. Lembro-me dos meus erros e lembro os (poucos) acertos. Lembro que muitos caminharam ao meu lado, mas que eu sempre estive sozinho.
Eu poderia sentir um turbilhão de coisas, mas sempre que estou aqui eu me sinto em paz. Vejo tantas lápides ao meu redor, vejo tantas vidas que chegaram o fim. Vidas que eram tão importantes quanto a minha e que agora estão debaixo destes pedaços de pedra ou em covas rasas. Acho engraçado que mesmo aqui dá pra ver a diferenças das classes, mas todos estão sendo comidos pelos mesmos vermes. Estes sim não fazem distinção entre cor, credo, classe social ou opção social. Ok, eu fico meio mórbido e meio irônico, mas é culpa do ambiente. E digo que aqui só fica melhor quando a noite chega.

Eu vinha para cá e sempre encontrava pessoas zanzando por aqui, mas admito que nunca tive coragem de perguntar se eram vivos ou os mortos. Sabe como é, determinadas coisas não devem ser perguntadas. Sem contar que não faz diferença, vivo ou morto, quero só ficar na minha sem atrapalhar ninguém e sem que ninguém me atrapalhe.

crédito: Toninho Cury

crédito: Toninho Cury

E de noite cada sombra pode ser algo do além. Vejo os vultos, vejo o ventos nas árvores e nos mausoléus. O lugar ganha ares mágicos, parece que é um lugar mil vezes maior. Mais de uma vez fiquei perdido nas noites. Na verdade eu fico quase sempre perdido. Eu descubro novos caminhos e passagens. Mas já sofri acidentes também. Várias vezes cai em valas que iriam receber novos moradores. Algumas vezes subi em lápides que quebraram com meu peso e meu pé ia parar bem lá no lugar onde os ossos dos defuntos ficam. Já tomei umas pancadas de policias e até do coveiro. Por fim descobrir rotas de fuga e que o coveiro bebe as cachaças dos despachos que aparecem aqui. E que ele nem sai da toca dele se eu deixar na porta uma garrafa. ele bebe a dele, eu bebo as minhas e vivemos felizes.

Claro que eu tenho meu lugar especial. Claro que eu tenho os locais onde me sinto mais à vontade. Os locais onde eu me sinto mais conectado com este mundo. Por exemplo, este lugar em que estou, este pequeno ninho que fica entre alguns túmulos e que me permite ter uma visão ampla do céu e que me protege do vento frio que sempre rola por aqui. Daqui do meu ninho posso ver várias coisas, entre elas a seguinte inscrição em um túmulo:

Lápide com inscrições em latim.

“Hodie mihi, cras tibi” 
Hoje meu, amanhã teu. É das coisas que fazem pensar. Hoje estou aqui me sentindo fantástico, na certeza que posso tudo, mas amanhã serei mais um aqui embaixo. Mas só amanhã, porque hoje eu tenho toda a vida do mundo dentro de mim e que sou infinito. E vou embora deste lugar viver um cadinho lá junto dos vivos.

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

 

A TERRÍVEL SINA DO AMIGO

Como todos sabem, – se não sabem, ficarão sabendo agora – não há nada mais broxante que ser chamado de amigo.
Não estou falando que é ruim ser chamado ou ser considerado assim, mas todo homem teme a tão famosa friendzone.
Imaginem a cena:
O cara acorda determinado, toma seu banho pensando no seu dia. Trabalha o dia inteiro só pensando em como será a noite.
Se prepara. Vai pra casa voando, toma dois banhos pra garantir. Veste uma roupa bacana, vai pra frente do espelho e ensaia o que irá dizer. – Está tudo errado! – Recomeça o discurso. Toma outro banho e ensaia mais um pouco embaixo do chuveiro.
Sai do banho, olha as horas – Faltam 45 minutos – Troca de roupa mais duas vezes, acerta os últimos detalhes do discurso e sai de casa.
No caminho passa numa floricultura e numa loja de chocolates.
Está tudo pronto!
Munido de todas as armas ele para na frente da casa dela.
Confiante!
Corajoso!
Destemido!
Ela abre a porta, ele entrega os presentes pra ela e antes de começar o tão ensaiado discurso ouve a seguinte frase;
– Que fofo MIGO! Você é meu BEST.
PRONTO! A surpresa de aniversário já era. O declaração de amor já era também. A auto-estima, a coragem e a confiança já estão do outro lado da rua indo embora de cabeça baixa.
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Pois é!
O camarada em questão broxou.
Estava todo empolgado, animado e confiante e em menos de 30 segundos tudo isso acabou.
Pode ser que a moça em questão não tenha dito isso como uma forma de afastar as segundas intenções do rapaz, porém ela conseguiu isso com maestria.
Seria muito mais fácil se as mulheres conseguissem ler esses comportamentos que nós apresentamos independente da idade.
Se não querem nada conosco, nos falem.
E se por ventura existir pelo menos uma remota possibilidade de que vocês tenham algo com esse cara, pelo amor de D’us não o chame de amigo! NUNCA!
Pois chamar um cara de migo, amigo, best ou qualquer outra coisa assim é o maior anti-viagra que existe.
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dann  Dann Toledo

Semi-psicólogo metido a escritor e pseudo poeta.
Colaborador do Manual Prático do Canalha Sentimental e Criador do site Psicoquê?

Vale Tudo

Cada livro tem uma história única para cada leitor. Cada leitor tem uma história ligada aos livros e como o exemplar caiu em suas mãos. Não preciso nem comentar que é uma união única destes sujeitos.

Eu tenho uma paixão por livros tremenda e tenho centenas em minha casa, mas sempre estou em busca de novos livros e de novas experiências de leitura. Para isso eu vivo buscando livros sobre temas que não estão entre os meus favoritos e estilos de narrativa diferentes. Com estas praticas acabei descobrindo verdadeiras maravilhas que poderiam passar despercebidas diante do meu preconceito literário.

Durante muito tempo eu fiquei alheio às biografias. Nada nelas me atraia, entendem? Eu poderia gostar bastante da pessoa que estava sendo ali retratada, mas pouco me importava sua história e sim o que ela representava para mim no momento. Enfim, calhou de em algum momento ter pego uma biografia em mãos e fiquei apaixonado. Principalmente biografia de artistas das mais variadas formas de artes.

Eis que recentemente consegui o livro “Vale Tudo –  O Som e a Fúria de Tim Maia” escrito pelo Jornalista (e muitas outras coisas) Nelson Motta. Há tempos eu queria ler esta biografia e já até havia adquirido um exemplar, mas em um arroubo de bondade alcoólica, dei de presente o livro para um amigo mesmo tendo acabado de comprá-lo.

Capa do Livro Vale Tudo

O livro nos leva em uma viagem pelo mundo e pela vida de Tim Maia. Cantor muito conhecido por não comparecer aos próprios shows e por ser bem porra loca. Acompanhamos sua infância no Rio de Janeiro e seus primeiros passos pelo mundo musical. De como ele embarcou para os EUA e que circunstancias envolveram o seu retorno.

Nelson Motta e Tim Maia

Nelson Motta e Tim Maia

De como um sujeito com uma voz fantástica dividiu a juventude com Roberto Carlos e Erasmo Carlos. É fantástico descobrir quais foram as influencias do cantor e de como ele foi aos poucos construindo uma identidade musical. Do seu processo de criação e detalhes de sua vida pessoal. E o maior problema das biografias é quando retratam um sujeito que já morreu e vamos acompanhando sua caminhada. Ficamos lá lendo sobre os momentos de sua vida e com um medo tremendo de ver aquela pessoa morrer. É como ler um livro que já se sabe o final, mas assim como o livro, não sabemos exatamente como aquele fato foi retratado. Dependendo da abordagem, saber o que acontece não estraga em nada o processo da leitura.

Admito que a leitura causou grande desconforto justamente por saber que o Tim morreria em Março de 1998. Acompanhamos um Sujeito que tinha como regra o excesso, tudo precisava ser em grandes quantidades, seja em comida, seja em drogas, seja em sucesso, seja em intensidade. Você acaba vendo momentos em que o sujeito paga pelas consequências dos atos impensados dele. De como o dinheiro entrava e saia do caixa e de como ele sempre vinha graças ao talento de Tim. E você acompanha o quanto aproveitadores e golpistas rondaram sua vida.

Vai dando angustia por notar traços no artista que dizem sobre mim. Destes momentos em que deixamos os problemas em segundo plano e estes vem nos incomodar no futuro, na capacidade de gastar tudo que ganhou e no caos que era sua vida. Fiquei tenso conforme ele ia usando tantas drogas e sendo descuidado da saúde e me lembrava sempre de como eu mesmo havia sido tão leviano em muitos momentos da minha vida. Naquelas frases contanto a história do Tim, eu ia me envolvendo e sofrendo. Mais de uma vez recebo bofetadas que atingiam de forma certeira coisas que eu não gostaria de lidar. Mas mesmo assim a leitura do livro foi fantástica.

“Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia” é um livro para se ler em um só fôlego. Eu acompanhava a vida de Tim Maia e ia crescendo junto com ele, errava junto e comemorava suas vitórias. Cada show me fazia sentir como se eu o visse da plateia. Com cada desilusão amorosa, eu sofria com ele. E o xinguei bastante por muitas atitudes que eu discordei. Mas este foi o Tim e o livro é fantástico. Parabéns ao Nelson Motta pela escrita fluida e fácil.

 Tai uma das músicas que descobri nesta biografia:

“These are the songs

I wanna sing
These are the songs
I wanna play
I will sing it every (little) time
And I will sing it every day (Now listen here)

These are the songs
That I wanna sing and play

Esta é a canção que eu vou ouvir
Esta é a canção que eu vou cantar
Fala de você, meu bem
E do nosso amor também
Sei que você vai gostar”

Livro recomendadíssimo e que nos faz pensar que além do sujeito que faltava a tantos shows, havia um homem como nós.

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.

 

Quem são as invejosas?

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Sempre achei o formato das redes sociais um tanto psicótico. Pessoas falando “sozinhas”, sendo seguidas por outras, conversas que não levam a lugar algum, conectadas à rede, mas desconectadas da realidade. Tudo muito estranho… ora engraçado, ora deprimente. Um universo à parte.

É óbvio que a arquitetura destes programas acabam por definir o conteúdo dos mesmos. Uma enxurrada de spams, muitas mensagens de auto promoção, temas da moda e, claro, as indiretas. Sobre elas, as indiretas, que quero fazer uma pequena reflexão com vocês leitores e leitoras.

Antes de tudo, gostaria de pedir que atire a primeira pedra aquele que nunca enviou uma indireta por uma rede social. Seja ela do bem, do mal, neutra… que atingiu o alvo ou não. Difícil encontrar alguém, não é? Talvez seja por isso que as redes sociais tenham tanta potência, investem em pontos que são, na verdade, nossos. Claro que fortalecem alguns deles mais que outros, mas no fim das contas sempre estiveram por ali… não é nada inédito, pelo menos no conteúdo, enquanto a forma fica cada vez mais compulsiva.

“Desejo a todas inimigas vida longa / Pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória.” Poderia ser… não sei quem, mas sim, é ela, Valeska Popozuda. O clipe dessa música[?] é uma super produção, o Senhor do Anéis do funk. E me diga, tudo aquilo para que? Para mandar uma indireta!! Eu não estou exagerando quando digo que esse tema é sério. Por todos os lados, a indústria cultural já percebeu que isso dá ibope, falar mal das invejosas e dos manés. A única coisa que não entendi até agora é: Quem são essas pessoas tão más?

“Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” Esta sempre foi uma pergunta sem resposta para mim. Em uma lógica monoteísta isso é um pouco complicado. Sendo o mesmo Deus, o que me garante que Ele está completamente ao meu lado e totalmente contra meus inimigos? Quem disse que você é o filho preferido e está cumprindo a vontade divina? Bateu saudade de quando árvores de fogo falavam e anjos apareciam com trombetas, não é? Eu te entendo… também queria respostas.

O que eu estou levantando aqui como questionamentos é, simplesmente, qual certeza de que estamos totalmente corretos e “nossos inimigos” totalmente errados? Nenhuma! E é por isso mesmo que usamos tanto a indireta como forma de comunicação[?]. Se a certeza existisse mesmo, seria dito na cara. De forma quase oficial, direcionada, sem fogo amigo ou coisa parecida. Uma vez ou outra, vá lá… mas o que temos é uma epidemia. Tanto se espalhou que até na política [espaço da discussão pública,  aberta, clara] tem prevalecido o “dizem que falam que não sei o que”. Quando tudo fica “à boca miúda”, se tem nada de concreto, a não ser um tanto de especulações.

A questão final é: se não é falado diretamente e o objeto de nosso ódio não tem qualquer chance de se defender, o que garante que não é paranoia de quem denuncia contra si mesmo? Explico melhor, as vezes, a raiva e a crítica que direcionamos ao outro é um problema nosso e não foi nenhum mal olhado que fez nosso chefe brigar conosco, mas foi o nosso péssimo desempenho no trabalho [muitas vezes por ficar procrastinando no facebook] que não permitiu aquela tão esperada promoção, aquele tão sonhado aumento de salário. Quer dizer que não existem inimigos no mundo? Claro que existem, não estou dizendo para baixar completamente a guarda, o que proponho é uma linha a mais em nossas orações, uma linha que proponha a reflexão sobre os nossos próprios pecados, contra nós ou contra os outros.

eumanual

Marcelo Marchiori

Psicólogo clínico e social, atuou como coordenador de projetos em políticas públicas e hoje faz atendimentos clínicos e sociais.

Mineirin do interior, comunista e outras coisas obscenas… é tão barroco, mas tão barroco que a melhor frase para descrevê-lo é: “A incrível história de um homem e seu coração contraditório.”

Manifesto

Logo do Manual

Lembro que criamos o Manual em uma mesa de bar lá em São João Del Rei. Estávamos bebendo e filosofando sobre a vida e os amores. Não conseguíamos entender este jeito desleixado e sádico de manter relacionamentos. Decidimos tomar uma atitude: criaríamos um meio de mostrar nosso descontentamento com estas práticas e mostraríamos que outros caminhos eram possíveis. Já havíamos enveredado em outra época pela internet com outros projetos, mas desta vez criaríamos um blog para expressar nossas ideias de forma que fugisse à panfletagem e os guias quadradões que surgem toda semana. Queríamos que o ato de entender e resgatar este romantismo perdido fosse prazeroso de se ler, que ele fosse feito de forma que você nota-se a mensagem ao se divertir lendo os textos.

De lá para cá o Manual já teve diversas contribuições e produtos. Durante um tempo distribuímos versões impressas do Manual por eventos pelo Brasil e já tentamos mais de uma vez produzir um podcast. Estamos pensando em novas produções tanto para aumentar o alcance de nossas ações, quanto diversificar as formas de fazer com que o Manual e suas ideias sejam compreendidos e a cada dia vemos que mais pessoas leem nossos escritos. Isso nos motiva a escrever e produzir mais.

O Manual peca muitas vezes pela falta de pessoas para escrever nossos textos e produzir material. Não que não existam candidatos, mas é que não adianta incluir em nossas frentes os candidatos sem que estes tenham ideias que se entrem em sintonia com nossa filosofia. Não queremos em momento nenhum que o Manual se torne somente mais um guia de conquista vazio e que reproduza o status quo. Para integrar o Manual, além de boa escrita, é preciso ser um sonhador e acreditar no amor. Acreditar mesmo que o mundo lhe dê provas diárias do contrário. Nossa equipe é composta por pessoas que ainda sonham. Pessoas que não tem medo de olhar nos olhos das pessoas e dizer o quanto elas são importantes, olhar no olho e dizer: Eu Gosto de você.

Mais de uma vez fomos chamados de loucos com nossa filosofia. Mais de uma vez fomos criticados por pessoas que achavam que nosso modo de agir não condizia com a realidade. Mas como viver exatamente igual aos demais se somos cá pessoas que andam na contra mão do mundo? Pra que ser mais um dos que falam sobre números ao invés de falar sobre os detalhes de cada uma de suas conquistas? Falar sobre o que cada uma representou em sua vida e admitir que sentimos sim falta dela quando isso ocorrer.

Somos aqueles sujeitos que vão te amar sem exigir que você siga os padrões de comportamento estabelecidos por uma sociedade burra e opressora, sociedade que diz que existem padrões de beleza que devem ser perseguidos com todas as nossas forças, num movimento gigante de eterna insatisfação. Nós te amamos pelo que você é. Amamos cada curva do seu corpo, amamos cada cicatriz, mancha de nascença. Amamos tudo que te torna única. Amamos seu jeito de sorrir, amamos seu jeito de habitar o mundo sendo apenas Você. Acreditamos na pessoa de verdade, na pessoa saudável e que não tem medo de ser livre. Amamos o real e é com ele que sonhamos.

E o Manual segue com seu trabalho. Segue nesta esperança e desejos de um mundo melhor e com formas de relacionamento melhores.

 @os canalhas

Nós acreditamos que é possível.

Meninos tímidos

bridget-jones

– Bem, então, como você sabe, meu nome é Daniel… risos… e… e eu voltei pro Rio há uns meses, tava em Londres, estudando, e… Esse barzinho é novo? Tanta coisa nova em Botafogo….

– É…o barzinho é novo… O chopp daqui é muito bom.. e…

– … e… então, que bom que a gente marcou… pra se conhecer melhor… conversar…

O nome disso? Menino nerd de sobrenome judeu e timidez britânica mandando um papinho de adolescente carioca. Poisé. Esses tipos ainda aparecem na vida de Alice. Em um momento de fraqueza (por olhos azuis quase transparentes), admito.

Hugh-grant-mugshot

Atores como Hugh Grant e Colin Firth (ambos britânicos e cinquentões, opa!) construiram uma base de fãs cuja fraqueza cultural e visual alimentava-se de seus personagens de sotaque originalmente aristocrático. Uma forte alternativa aos sarados de Velozes e Furiosos e demais produções do tipo pegação e violência em Nova Iorque.

Mas a vida fora do imaginário e das telas não é nada disso e o que a gente encontra é um bando de meninos E aí, vamos sair?, cuja postura vai do tímido não me beija senão apaixono e saio correndo ao brega-carioca que te chama de princesa e te dedica um pagode na jukebox ou no videokê.

Daí que a idéia de sair com caras bonzinhos (já que evito personagens do tipo pagode e Whey Protein) pode também ser cansativa. Mas caras bonzinhos, em algum momento da vida, até que cansam de ser tímido-bonzinhos. Então, há esperança out there!

Assim esperamos… Porque essa ‘educação sentimental’ que vem dos filmes nem sempre funciona. Se é que em algum dia já funcionou. Talvez na época de nossos pais, onde aprendia-se pose e elegância com Cary Grant e alguma rebeldia e bons penteados com John Travolta e James Dean.

Blue-eyed boy meets a brown-eyed girl
Oh oh oh, the sweetest thing

Conheci Daniel em uma circunstância acadêmica. Cenário ruim, pois há todo um contingente de pós-universitários que deixam a libido em casa e não voltam pra buscar. Mas Daniel era daqueles garotos que já no primeiro oi ficam excessivamente vermelhos, e meu ego na época achou isso bonitinho. Então bora dar uma chance pro menino que durante o coffee break do evento anotou meu email pra que pudesse me encaminhar alguma coisa que diante de seus olhos azuis e sardas eu não sinceramente não ouvi.

Daí passou uma semana, duas, um mês, e quando chegou o tal email eu já tava achando que era spam ou mensagem de algum peguete de festinha esquecida. Não, não era um peguete ainda, mas concordei em sair com o menino, que ficou vermelho e brindou com Bohemia o primeiro parágrafo deste texto.

A questão é: nada contra meninos tímidos. Mas, como tudo na vida, é preciso aprender a jogar com isso. E jogar da ‘maneira certa’, afinal, o behaviorismo que a gente aprende na escola taí pra isso, pra nos fazer entender… ou melhor, responder (ainda que desengonçadamente e com pouco sucesso) às respostas do outro que tá dividindo o bar com a gente.

Porque o importante é o clichê da tentativa. Sair correndo não evita apenas o sexo ou quiçá um singelo beijo; não tentar é deixar de conhecer esse alguém que, mesmo que não se torne um amante, por alguma circunstância desconhecida do destino está exatamente agora na sua frente, dividindo uma palestra ou uma cerveja, e compartilhando alguma inesperada afetividade contigo.

Deveríamos desde cedo aprender a não idealizar Hugh Grants. Porque Hugh Grants podem um dia querer uma vida menos acadêmica, tímida e perfeita, mas isso é algo que nem as mulheres e muito menos o cinema dizem pra esses meninos. Daí acontece isso, eles sorriem e mandam um email, e você fica sem jeito de dizer pro Hughinho que é ok não transar e muito menos se apaixonar, e que ele não precisa sair correndo por conta disso. Afinal, há infinitas formas de se estar junto. A gente só não tá é muito acostumado a viver assim…

Dá licença Nabokov

Data máxima venia ao famoso lepidopterista e responsável por dar forma e letra a uma das figuras mais marcantes do nosso imaginário erótico, hoje eu vou de Balzac e Sergio Reis.

LOLITA - FILM

Ante a tantos fibroblastos, projetos de bunda na nuca, exposição facebuqueana e fotos com bico de pato, a que se fazer um desagravo às balzaquianas, aquelas que vivem “o ápice poético da vida das mulheres”.  Afinal de contas, “Menina nova é muito bom, mas mete medo/Não tem segredo e vive falando à toa”.

Não sei quando nem como a minha admiração por mulheres mais velhas (e aqui vou usar “mais velhas” sim, pois se trata de um elogio.) começou. O fato é que sempre nas novelas, filmes e revistas, foram elas que mais me chamaram atenção. Obviamente que quando menino (e ainda hoje) tinha e tenho minhas ninfetinhas do momento. Ah, mas basta aparecer uma Ângela Vieira, Julianne Moore, Sophie Okonedo, Sonia Braga, Claudia Alencar, Camila Pitanga, Monica Bellucci, Letícia Sabatella, Cris Vianna, Patrícia Pillar, etc., etc., etc. lá se vai toda minha atenção.

Acredito que minha avó e meu pai (calma tio Freud) sejam minhas grandes influências e responsáveis por esse meu gosto. Dois grandes admiradores dos filmes das décadas de 50 e 60 me apresentaram belezas como as de Sophia Loren, Ava Gardner, Rita Hayworth, Vivien Leigh, Lauren Bacall e por aí vai.

elas

You tá de brinqueichon uite me, cara?!

Por outro lado, existem diversos clichês que cercam o universo das mulheres mais velhas: são como o vinho, é a possibilidade de uma transa de uma noite só, sem a “neura” do dia seguinte das novinhas. Já outros são mais levianos: toda solteirona depois dos 40 é uma devassa, vadia que só quer saber de sexo fácil, rodada e por aí vai. Para os que pensam assim, eu indico que leiam esse texto aqui.

Não penso que a idade seja, em si, a questão nisso tudo. Existem mulheres mais novas muito mais maduras que um bando de “coroa” por aí. Assim como, existe muita “coroa” fazendo papelão, tentando agir como se tivesse 20 anos (não vou adentrar no universo masculino nesse quesito, pois nele, perdemos feio). Mas ainda assim, acho que há algo de errado quando nossas musas têm cada vez menos idade e não passam de uma babe-face montada num corpo escultural. Basta voltar nossos olhos para as novelas, filmes, séries e revistas, uma mulher com mais de 30 anos já é considerada uma “mulher mais velha”. Tão querendo o quê? Fazer com que as mulheres sigam os padrões de um atleta, de um jogador de futebol? Passou dos 30 já é fim de carreira? Ah, perdoai-vos pai, eles não sabem o que dizem.

Sexo, Moral e Videotape

Já começo o texto com uma noticia alarmante: 99% das mulheres que eu conheço fazem sexo! Elas fazem sexo das mais variadas formas e para completar, algumas delas transam também com outras mulheres. Algumas delas são frigidas, algumas adoram sexo oral e outras não abrem mão de anal. E a contagem só não chega a 100% porque algumas delas escolheram esperar e outras são freiras.
Sabe o que isso tudo significa? Significa que elas são normais! Elas não são doentes ou tem problemas psicológicos, não são vadias ou qualquer outro termo chulo que você possa inventar ou replicar. E mais ainda: Elas não cometem crime algum por viverem sua sexualidade. E graças ao preconceito, machismo e outras besteiras, estas mulheres muitas vezes se sentem desconfortáveis por quererem e gostarem de sexo.
Já ando a tempos estressado com este povo que julga os outros do autor do seu pedestal, seja ele religioso, de gênero ou cultural. Apontamos para as mulheres que transam com quem querem e dizemos: “Tá indo ali uma puta.”, “Fulana é vadia.”, “Sicrana é pra namorar e Beltrana não é.” Enquanto isso ficamos aqui com nossas travas, com nossos desejos não realizados, com nossa busca sempre protelada de felicidade. eu quero deixar bem claro que o fato da nossa vida ser medíocre não nos dá direito de julgar e atacar os que buscam uma vida plena e feliz. Apontamos o dedo para quem é livre num movimento de inveja e incomodo. Somos covardes e não vamos adiante na busca de realizarmos nossa potencialidade e no caso das mulheres, estas sofrem ainda mais.
Vamos pensar como a cultura apresenta a mulher:
– Nascem para ser mães.
– Só serão felizes se casarem e tiverem filhos.
– Devem casar virgens e não se importar com a experiencia sexual do parceiro.
– Podem até estudar, mas devem saber desenvolver bem as atividades do lar.
– Devem vestir-se de forma recatada para evitar que sofram qualquer violência ou ataque dos outros.
– (inclua aqui todos os itens que eu esqueci.)
Imagine o sofrimento das mulheres que vivendo sobre todos estes dogmas! Imagine crescer dizendo que você é o sexo frágil e que terá que apoiar sua vida na de um outro homem para poder ser feliz!
Mais de uma vez tive que lidar com mulheres que sofriam diante destas coisas, mas que as replicavam. Elas eram também agentes do sofrimento delas justamente porque desde sempre viveram ouvindo que aquilo era certo. Ficamos horrorizados com a forma com que as mulheres são tratadas em alguns países, mas esquecemos dos apedrejamentos diários que fazemos contra tantas mulheres no decorrer do nosso dia. Mais uma vez estamos apontando os erros dos outros e esquecemos dos problemas aqui no nosso quintal.
O Que fica na memória e o que fica na rede
Adoro filmes pornôs. Não tenho vergonha nenhuma em dizer, mas se uma mulher diz isso, logo causa espanto. Afinal, a mulher é casta e esta esperando marido, pensar em sexo antes do casamento é pecado! Se já pensamos assim, imagina quando uma mulher que não é do ramo, acaba sendo personagem de uma filmagem erótica!
RAMEIRAS! VAGABUNDAS! SE TIVESSEM SE DADO AO RESPEITO NÃO ESTARIAM SOFRENDO ISSO!
Pera! Para Tudo! A vitima agora é a culpada? Já não basta nas situações de estupro e violência, elas vão ser as culpadas quando um babaca qualquer divulga os videos íntimos destas mulheres? A guria participa da gravação, curte o momento e depois ainda é julgada por trocentos babacas. O Sujeito divulga os videos e ainda tentar se passar como vitima! E para piorar o sujeito reforça a fama de comedor enquanto a guria muitas vezes precisa sair do emprego, deixar de sair de casa e estudar. Sendo que ela não fez nada para merecer isso!
E fica martelando sempre em minha cabeça que é sem fundamento julgar estas mulheres, pois elas fazem o mesmo sexo que fazemos todos os dias com nossos parceiros. Elas transam e estão sendo felizes com isso, mas não nos contentamo em aceitar isso e as esprememos, massacramos, perseguimos até o momento em que muitas destas preferem tomar medidas extremas. E cada uma destas vidas estará profundamente marcada por cada uma de nossas violências.
Para piorar ainda mais o quadro, vivemos na era das redes sociais. Estas ferramentas estão servindo a um propósito perverso ao permitir que as pessoas possam dizer o que quiserem, sem sofrerem consequências imediatas e que muitas vezes nunca sofrerão. Se eu xingo uma pessoa na rua, a possibilidade dela reagir olhando nos meus olhos, seja com punhos ou palavras e imensa, mas pela internet temos este escudo que só faz aumentar nossa covardia e perversidade.
E vamos seguindo nossas vidas. Para as vitimas resta a vergonha e o preconceito, aos culpados, fica a consciência tranquila e penas pequenas. Para nós que julgamos e fazemos tanto escarcéu, fica só a espera do novo caso e da nova bruxa para queimarmos nas fogueiras do nosso preconceito.

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jardelitoJardel Maximiliano

Nascido nas terras quentes da Zona da Mata, Jardel mudou-se várias vezes e neste período adquiriu toda sorte de experiencias e profissões.

Atualmente é Psicólogo Diplomado . Trabalha com Extensão Universitária e Cultura, além de ser conselheiro amoroso.
Canalha Sentimental por criação e membro Sócio Fundador do Manual.

Gosta de passeios à luz da lua e de fazer amor em lugares públicos e continua sendo homem para casar.